
“Júlio
reajustou-se para a continuação regular da luta evolutiva que lhe compete. O
renascimento malogrado não teve para ele tão-somente a significação expiatória,
necessária ao espírito que deserta do aprendizado, mas também o efeito de um
remédio curativo. A permanência no campo físico funcionou como recurso da
eliminação da ferida que trazia nos delicados tecidos da alma. A carne, em
muitos casos, é assim como um filtro que retém as impurezas do corpo
espiritual. Liberando-o de certos males nela adquiridos.”
Esse
trecho nos mostra a vida como uma estratégia de evolução, de depuração dos
desequilíbrios que estão gravados em nossos corpos espirituais, conhecido
também pelo nome de periespírito. Tal experiência
no corpo físico material é uma forma de abreviarmos nossos sofrimentos, nossas
enfermidades, recuperação que acontece “à medida que se nos aclara a
consciência e se nos engrandece a noção de responsabilidade, reconhecemos que a
nossa dignificação espiritual é serviço intransferível. Devemos a nós mesmos
quanto nos sucede em matéria de bem ou mal.”
A
vida apresenta-se como um procedimento de cura aos nossos desajustes quando condicionamos o “como viver” ao entendimento de responsabilidade
e conduta reta que na cultura ocidental temos como modelo o mestre Jesus.
Júlio,
agora, poderá se exteriorizar num corpo sadio seguindo sua estrada de evolução,
em novas roupagens reencarnatórias.
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